Nesta seção, é nossa intenção mostrar fotos e fatos
relacionados com a vida e obra de Tonico e Tinoco.
Também serão publicados poesias, causos e outras
histórias. Você está convidado a participar,
enviando para nós documentos e fatos relevantes.
Livros, revistas e publicações diversas
Quadros e pinturas de arte popular
Reportagem do jornal "Folha de São Paulo", de 16 de março de 2009, mostrando as músicas
que mais ficaram na memória dos fãs de música sertaneja.
Vejam que a maioria esmagadora é de modas da nossa querida dupla, Tonico e Tinoco.
QUE BELEZA!!!
Tonico e Tinoco, em 1988, com o seu maior fã, José de Palma, de
Exemplo de União
Outro documento do Sr. Palma, com letra inédita, composta e
Vemos na foto, o senhor Nelson Camargo, de São Paulo, ladeado pela dupla Tonico e Tinoco.
Foi uma apresentação da dupla, em 1978, no Teatro Bandeirantes de São Paulo.
Vejam a satisfação do senhor Nelson com seus ídolos!
Tonico e Tinoco, em participação especial no filme "A Marvada Carne",
Flagrante da dupla no programa "Arraial da Curva Torta",na Rádio
Estátua erigida em Ouro Fino (MG), em homenagem à música
Letra composta em homenagem ao futebol do Brasil,
Foto de Elma Orlandin, autora da letra acima e
Foto mostrando Tinoco em frente ao monumento oferecido pela cidade
Tonico e Tinoco, em trajes típicos de uma de suas apresentações.
Tonico e Tinoco e seus famosos instrumentos.
Poster feito com fotos da dupla Tonico e Tinoco, enviadas ao
Escolinha de Guarantã (Botucatu), hoje pertencente à Pratânia,
Foto de Tonico e Tinoco, quando do lançamento do grande sucesso:
Capela de Nossa Senhora Aparecida, erigida em São Paulo (Vila Diva),
Encontro de duas grandes duplas: Vieira e Vieirinha,
Foto histórica onde aparecem, Zé Tapera e Chiquinho, Tonico e Tinoco,
Foto histórica, apresentando à esquerda Tonico e Tinoco, Rosalinda
Tinoco, de pijamas, preparando-se para mais uma viagem.
A famosa máquina de escrever, onde Tonico compunha suas memoráveis letras.
A dupla Tonico e Tinoco e mais o grande amigo Nhô Zé.
A famosa dupla Vieira e Vieirinha, de Itajubi, SP., com seus
Cariacica, Espírito Santo. Ele é considerado o maior estudioso
da dupla, tendo convivido com eles e acompanhado suas andanças
pelo Brasil.
Documento de grande valor, enviado pelo Sr. José de Palma,
com letra de música inédita feita por Tonico, apresentando
inclusive, correções feitas à mão pelo próprio autor.
EXEMPLO DE UNIÃO
(Autoria de Tonico)
São José foi carpinteiro
São João grande profeta
Abençoando dois violeiros
Dois cantadô, dois poetas
Cada verso é uma saudade
Trazendo recordação
Mostrando pra nossa gente
Um exemplo de união
Nossa mãe dona Maria
Nos criou com tanto amor
Servindo de nosso guia
O velho pai Salvador
Fomos criado na roça
Caboclo de tradição
Cantando desde menino
Um exemplo de união
Quem fabricou a viola
Foi um simples carpinteiro
Os versos são testamentos
Documento de violeiro
Marcando tanta vitória
A historia de dois irmão
40 anos de gloria
Um exemplo de união
datilografada por Tonico, apresentando correções à mão,
do próprio autor.
Estes originais foram presentes de Tonico ao colecionador,
que os guarda com muito carinho.
NOSSOS TROFÉUS E NOSSAS ANDANÇAS
Nossas andanças, viagem incessante
Cantando bastante, conhecendo chão
Desde os teatros, de ricas poltronas
Aos circos de lona, terreiro e salão
E sempre voltado para natureza
De tantas belezas, do nosso sertão
Vi coisa modernas, vi coisa antiga
Saudade que briga, com a recordação.
São as testemunhas, daquele passado
Ta sempre guardado em nossos corações
Oiando o desfile, e um retrato falado
Os troféus guardado, grande coleção
Um carro de boi, estampado na tela
Um arreio e uma sela, que o pai foi peão
Violinha amarela, com fita amarrada
Das eras passada, lembrando a função.
Essas relíquias, que outrora era usada
Hoje tá guardada, é uma tradição
Um violão de pinho, uma viola de embuia
É a testemunha, das nossas função
A farda caipira, com que nois cantava
O povo vibrava com, a linda canção
Um lenço amarelo, troféus e medalhas
E um chapéu de palha, pra festa de São João.
Nesse garpão, esta tudo quéto
As vois do objeto, tudo é solidão
Nos sono dos anos, jamais esquecido
Pois tudo tem vida, e recordação
Tudo é lembrança, dos 50 anos
Sorrindo e cantando, em todo sertão
Deixando plantado, a vois sertaneja
Divina pureza, duma tradição.
de André Klotzel, 1984.
Ver o link "Biografia" para maiores informações
sobre seus filmes.
Difusora. Ao lado, aparece o Capitão Furtado (Ariowaldo Pires),
responsável pelo programa. 1942.
"Menino da Porteira", inicialmente cantada por Luizinho e Limeira
e imortalizada por Tonico e Tinoco.
Ela tem 10 metros de altura por 16 metros de largura.
Observe no detalhe o cavaleiro passando ao seu lado.
em 2002, para que fosse cantada pela dupla
"Tinoco e Tinoquinho". Foi a Sra. Elma C. Orlandin,
de Xaxim, SC que a compôs e nos enviou, recentemente.
sócia número 1 de nosso fã-clube.
de São Manoel, uma vista aérea da praça Tonico e Tinoco, onde está
a obra, e ainda uma vista do centro da cidade.
Casa no bairro de Aparecidinha,em São Manoel, onde a dupla morou
muitos anos. Foto de 1997, onde além de Tinoco e Nadir, vemos seus
dois filhos e a nora. Aparece ainda o ex-prefeito de São Manoel, Luiz Luizeto.
Sr. José de Palma, sendo algumas delas autografadas por eles.
onde estudaram Tonico e Tinoco, em 1929.
Padecimento, de autoria da própria dupla.
em agradecimento pela recuperação de Tonico de grave enfermidade.
Ver biografia da dupla.
Tonico e Tinoco e mais José Rosa (animador). Ao lado, Toninho da sanfona.
tendo ao centro o sanfoneiro Toninho da Rádio Nacional e ao fundo
vemos Vieira e Vieirinha.
e Florisbela (Hebe e Stela Camargo), Capitão Furtado, Lulu Benencase,
apresentador do "Arraial da Curva Torta", da Rádio Difusora de
São Paulo. A frente, Os "Águias da Meia Noite"
Tempo bom aquele de placas com quatro algarismos...
descobridores, Tonico e Tinoco, quando da assinatura de seu
primeiro contrato com a Rádio Nacional.
O colecionador Maikel Monteiro, de Curitiba, enviou-nos esta foto da famosa dupla
com um autógrafo com os dizeres:
A gentil Srta.Irene, com abraços do Tonico e Tinoco - 7/5/48.

CANÇÃO DA ETERNIDADEEsta música foi composta em homenagem ao Tonico, ídolo do seu fã
José Cândido Ferreira, de Ibiporã, no Paraná.
Ele nunca o conheceu pessoalmente mas sempre nutriu uma
grande paixão pelo grande violeiro e cantor.
Curta a letra, que é muito bonita!
CANÇÃO DA ETERNIDADE (Cândido - João Sérgio) MEU IRMÃO, MEU CAMARADA QUANTOS PALCOS E ESTRADAS A GENTE JÁ PERCORREU VIOLÃO JUNTO DO PEITO CANTANDO SEMPRE PERFEITO POR ESTE MUNDÃO DE DEUS CUMPRIU BEM SUA MISSÃO UM BOM FILHO, BOM IRMÃO BOM PATRÃO, BOM CAPATAZ SEU JEITO SEM VAIDADE A SUA SIMPLICIDADE TRANSMITIA MUITA PAZ REFRÃO: TONICO! HOJE VIVE NAS ALTURAS NO SERTÃO DO CRIADOR TONICO! JUNTO DO CHICO MINEIRO CANTA PRA NOSSO SENHOR NAO ESTÁ MAIS ENTRE NÓS MAS A SUA BELA VOZ ALEGRA A NOSSA VIDA VOCÊ SE FOI MEU IRMÃO PORÉM A SUA CANÇÃO NUNCA SERÁ ESQUECIDA UM POETA BRASILEIRO RESPEITADO VIOLEIRO QUERIDO PELA HUMILDADE QUALQUER DIA QUE VIRÁ A GENTE VAI DUETAR A CANÇÃO DA ETERNIDADE TONICO HOJE VIVE NAS...
O MARRUÊRO
Catulo da Paixão Cearense Poeta maranhense e compositor
MARRUÊRO, eu sou marruêro!...
Nacendo, cumo tinguí,
fui ruim, cumo piranha,
mais pió que sucuri.
Pixúna daquelas banda,
véve a gente a campiá!...
Deus fez o hôme, marruêro,
prá vivê sêmpe a lutá.
Meu pae foi bixo timíve
e eu fui timíve tombém!
O pinto já sáe do ovo
cum a pinta que o galo tem.
Se meu pae foi marruêro,
havéra de eu tá na tóca,
a rapá no caitetú
a massa da mandioca?!
Bebedô de maduréba,
pissuindo carne e caroço,
eu nunca vi cabra macho
que me fizesse sobroço!
Nunca drumí uma noite
imbaxo de tejupá!...
Nascí prá vivê nas gróta,
prá vivê nos môcôsá...
prá drumi longe dos rancho,
prú-riba duns gravatá...
vendo a lua pulas fôia
d’um férmôso iriribá!
Nos gaio da umarizêra,
o cantá do sanhassú;
na boca triste da noite,
o gimido da inhabú...
e as tuada da cabôca,
lavando n’agua do rio,
e os canto, prú via dela,
nos samba... nos disafio...
nada disso, não, marruêro,
me dava sastifação,
cumo o mugido bravio
dos valente barbatão!
Nada fazia, marruêro,
o coração me pulá,
cumo uvi pulas varjóta,
os berro dos marruá!
Na paz de Deus eu vivia
nos brêdo dos matagá,
tocando a minha viola
só prá meu gado iscutá.
Lá, prás banda onde eu nascí,
já se falava do amô:
todas as boca dizia
que era farso e matadô!
Mas porém, foi trazantonte,
no samba do Zé Benito,
que eu panhei uma chifrada
que me deu esse mardito!
Nas marvadage do Amô
não hay cabra que não cáia,
quando o diabo tira a roupa,
tira o chifre e tira o rabo
prá se vistí c’uma saia!
Se adisfoiando no samba,
cantando uma alouvação,
eu vi a frô dos cabórge
das morena do sertão!
Trazia dento dos óio
istrépe e mé, cumo a abêia!
Oiôu-me cumo uma onça!...
E, ao despois, cumo uma ovêia!
Aqueles óio xingôso,
eu confesso a vasmincê,
ruía a gente prú dento
que nem dois caxinguêlê!
Sem mardade, um bêjo dado
naquela boca orvaiada,
havéra de tê, marruêro,
o chêro das madrugada!
A fala dela, marruêro,
era o gemê do regato,
que vae bêjando as fôiáge,
que cáe da boca dos mato!
As duas rôla morena,
prú baxo do cabeção,
trimia, cumo a água fresca,
quando o vento bêja as água
das lagoa do sertão!...
Pruquè os dois peito alembrava
dois maduro cajá-manga,
e a boca, toda vremeia,
parecia uma pitanga.
Chêrava as mão da cabôca,
cumo os verde maturi!...
Era taliquá, marruêro,
dois ninho de juruti!
Os pezinho da curumba,
quando dançava o baião,
parecia dois pombinho,
a mariscá pulo chão!
Eu me alembro!... A saia dela,
cô das pena da irerê,
tinha a sôdade dos mato,
quando vae anoitecê!!
Aqueles braço de fogo,
(Deus não me castigue, não!!)
quêmava, cumo as fuguêra
das noite de São João!...
Marruêro!... Os cabelo dela
tinha o calô naturá
da pomba virge dos mato,
quando cumeça a aninhá!...
Apois, os cabelo dela
tão preto prô chão caia,
que toda a frô que butava
nos cabelo, a frô murchava,
pensando que anoiticia!!
O suô que ela suava
no samba, chêrava tanto
que inté a gente sintia
um chêro de ingreja nova,
um chêro de dia santo!
As anca, as cadêra dela,
surrupiando no côco,
toda a se tamborilá,
a móde que parecia
o xaquaiá de uma onda,
que vem jupiando, redonda,
na praia se derramá!
Japiaçóca dos brejo,
no arrastado do rojão,
cantava cum tanta magua,
cum tanto amô e paxão,
que ispaiava, no terrêro,
o ôrôma do coração!!
O coração das viola
aparava, de mansinho,
se os dois fióte de rola,
quando ela táva sambando,
pulava fora do ninho!...
Entonce, aqueles dois óio,
sereno, cumo o luá,
vinha prá riba da gente,
taliquá dois marruá.
Intrava dento da gente,
cumo duas zelação!...
Mas porém, a gente via,
no fundo daqueles óio,
a hora da Ave-Maria,
gemendo nas corda fria
das viola do sertão!!!
Prú móde daqueles óio,
dois marvado mucuim,
um violêro, afulémado,
partiu prá riba de mim!
Temperei minha viola,
intrei logo a puntiá,
e ambos os dois se peguêmo,
n’um disafio, ao luá!
Premití a Santo Antônio,
se eu vencesse o cantandô,
de infeitá o seu fiínho
cum um ramaiête de frô!!
Só despois que nestas corda
fiz pinto cessá xerêm,
vi que o bichão se chamava:
- Manué Joaquim do Muquêm!
Manué Joaquim era um cabra
naturá de Piancó!...
Quando gimia no pinho,
chorava, cumo um jaó!
Eu, marruêro, arrespundia
nestas corda de quandú,
e os acalanto se abria,
cumo as frô do imbiruçú!
Foi despois do disafio,
quando eu saí vencedô,
que os canto e os gemê dos pinho
n’um turumbamba acabou!!
Imquanto nós dois cantava,
sem ninguém té dado fé,
tinha fugido a cabôca
cum o Pedro Cachitoré!!!
Tinha fugido a curumba
cum aquele bode ronhêro,
um tocadô de pandêro
e runfadô de zabumba!
Tinha fugido, marruêro,
aquela frô dos meus ai,
cumo uma istrela que foge,
sem se sabê prá onde vai!!!
Na luz do Só, que acordava,
lá, no coró do Nascente,
a móde que Deus, contente,
cum a natureza sonhava!
O canto alegre dos galo
nos capoerão amiudava!...
Nos taquará das lagoa
as saracúra cantava!...
Alegre, passava um bando
das verde maracanã!...
Férmosa, cumo a cabôca,
vinha rompendo a minhã!
O vento manso da serra
vinha acordando os caminho!
Vinha das mata chêrosa
um chêro de passarinho!...
Lá, no fundão d’uma gróta,
adonde um córgo gimía,
gargaiava as siriêma
cum o fresco nacê do dia!
Uma araponga, atrépada
n’um braço de mato, im frô,
gritava, cumo si fosse
os grito da minha dô!!
E a sabiá, lá nos gaio
da tabibúia, serena,
trinava, cumo si fosse
uma viola de pena!
Um passarinho inxirido,
mardosamente iscundido
nas fôia de um tamburi,
sastifeito, mangofando,
de mim se ria, gritando
lá de longe: “bem te vi”!
Chegando na incruziada,
despois do dia rompê,
sipurtei o meu segredo
n’um véio tronco de ipê!
Dendê essa hora, inté hoje,
eu conto as hora, a pená!...
Eu vórto a sê marruêro!...
Vou vive cum os marruá!
Eu tinha o corpo fechado
prá tudo o que é marvadez!
Só de surúcúcútinga
eu fui murdido trez vez!...
Tândo cum o corpo fechado,
prás feitiçage do Amô,
pensei que eu tava curado!
Dos marruá mais bravio
que nos grotão derribei,
munta chifrada penosa,
munta marrada eu levei!!
Prá riba de mim, Deus pôde
mandá o que ele quizé!
O mundo é grande, marruêro!...
Grande é o amô!... Grande é a fé!...
Grande é o pudê de Maria,
ispôsa de São José!...
O Diabo, o Anjo mardito,
foi grande!... Cumo inda é!!
Mas porém, nada é mais grande,
mais grande que Deus inté,
que uma chifrada, marruêro,
dos óio d’uma muié!
Coluna do Tonico e Tinoco, no Jornal Notícias Populares,
Poesia em homenagem ao Tonico, escrita por Delfino Carmelo, fã da dupla.
de São Paulo, de dezembro de 1982, onde o
Sr. José de Palma envia aos 2 irmãos um poema sobre
o seu Estado, Espírito Santo.

Duas imagens de São Gonçalo, santo português,
que é o padroeiro dos violeiros.


Viola de cocho Pantaneira, instrumento singular por sua forma e sonoridade,
a viola-de-cocho é encontrada em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, onde
integra o complexo musical, coreográfico e poético do Cururu e do Siriri
(Danças Folclóricas) cultivado por segmentos das camadas populares como
diversão a Santos Católicos, sua confecção utiliza espécies nativas de
madeira cujo manejo vem sendo implantado pelo projeto viola-de-cocho
Pantaneira, que atua junto aos artesãos no sentido de viabilizar essa produção,
gerando renda e garantindo a preservação do patrimônio Cultural e Ambiental
Fabricada pelo artesão Sr. Severino, a viola, contendo a caixa de ressonância, o
braço e a palheta numa única peça, é escavada na madeira sem nenhuma emenda após
o que é recoberta por uma única lâmina de madeira, tendo apenas a "boca" em seu
centro, sendo que a madeira utilizada para a fabricação chama-se "Sirirí".
A viola-de-cocho é composta por cinco cordas e a afinação básica, de baixo para
cima é: si, fá#, dó#, si e mi. Esta viola aqui mostrada foi nomeada de "Angelina",
em homenagem à Angelino de Oliveira, e foi um presente trazido de Corumbá-MS pelo
Sr. Braz de Assis Nogueira em 15/10/2003, ao amigo e violeiro Ramiro Vióla.
Contatos com os Artesãos:
Sr. Agripino: 0**67- 231- 8793.
Sr. Inácio: 0**67 - 226-1174.
Sr. Severino: 0**67 - 231-8793.
Livros, revistas e publicações
Capa do livro "Tinoco um Herói do Sertão", de Gildo Sanches,
Capa da Revista Viola Sertaneja
Revista de método prático para viola, de
O mesmo método, publicado pela Editora Luzeiro Ltda.
Capa do livro "História e Sucessos de Tonico e Tinoco"
História em Quadrinhos, baseada no filme
Algumas páginas da revista, que conta a história da vida da dupla.
Capa da Revista Beira da Tuia.
Capa do livro de Tonico, intitulado "Vila do Riacho",
Capa do Livro "Da Beira da Tuia ao Teatro Municipal"
baseado nas memórias de Tinoco, com as reminiscências de sua
vida e de Tonico.Livro de fácil leitura, ilustrado com fotos
de várias épocas, salientando a vida e carreira de Tinoco,
um verdadeiro herói do sertão. Editora Perez - 2003.
Para adquirir o livro, entre em contato com José Carlos no
telefone (011) 6965-0911 ou e-mail: zcarlos@csbr.com.br
Ano I - número 1 - set/1979
Tonico e Tinoco, Editora Prelúdio.
de autoria do Tonico. Editora Prelúdio,1954.
Prefácio de Anacleto Rosas Jr.
"Lá no Meu Sertão" de Tonico e Tinoco.
Editora Prelúdio - 1960.
com contos sertanejos.Prefaciado por Eduardo Llorente.
Editora Prelúdio.1960.
Publicado em 1984 pela Editora Ática, conta a vida da
Dupla "Coração do Brasil" e apresenta a maior parte de
sua discografia, com as respectivas letras. Livro esgotado.
Quadros e pinturas de arte popular
"Violeiro", 1889. Pinacoteca do Estado de São Paulo.
"Caipira Picando Fumo", 1893. Almeida Jr.
"Cantoria com Viola", do famoso pintor Assis Marinho, do
Quadro de José Ferraz de Almeida Jr. de Itu. Foi o primeiro de
nossos artistas a retratar, com fidelidade e muita beleza,
a vida simples do homem do campo.
Pinacoteca do Estado de São Paulo.
Rio Grande do Norte, 1988.
João Pacífico, um dos maiores compositores da música de raiz.
Foto memorável de artistas famosos da década de 50, onde
Cornélio Pires, de Tietê (SP), foi o grande iniciador e incentivador
Teddy Vieira, grande compositor de Itapetininga, SP.
Anacleto Rosas Jr., de Mogi das Cruzes, grande compositor
Contra capa da Revista Sertaneja, de nº 16, julho de 1959,apresentando
Ver biografia na seção de "links", em Seus Compositores.
além de Tonico e Tinoco, ao centro, aparecem agachados,
Nhá Neide, Antonio e Antoninho e Sertãozinho.
da cultura sertaneja, dando espaço para muitas duplas, inclusive
Tonico e Tinoco. Ver biografia em "Fatos e Fotos".
Compôs O Menino da Porteira, O Rei do Gado, João de Barro,
Peão Cativeiro, Capelinha do Chico Mineiro, Vingança do Caçador,
Sangue Gaúcho, entre outras. Ver biografia em "Links".
com músicas como Boi de Carro, Burro Picaço, Despedida e
dezenas de outras lindas modas sertanejas. Ver biografia em "links".
um poster de figuras proeminentes da música sertaneja em São Paulo.
TINOCO: o guerreiro sem descanso
* Geraldo Generoso O município paulista de São Manuel, na região central do Estado, ostenta como pórtico de entrada principal o Memorial TONICO e TINOCO. Um monumento edificado ao tempo que ainda estava vivo João Salvador Perez (o Tonico) . É um tributo à dupla Coração do Brasil, continuamente reconhecido pelos moradores, que não escondem o orgulho de serem conterrâneos desses dois vultos históricos. Distante uns 4 km está a pequena cidade de Pratânia, onde se vê o casebre transladado e onde a prefeitura construiu um museu e espaço reservado com as maiores recordações dos ilustres filhos daquele pedaço do Estado de São Paulo: roupas usadas em shows, a viola branca do Tinoco, o violão do Tonico, muitas fotos e cartazes alusivos a muitas apresentações. No dia 13/11/2005, domingo, na casa que Tinoco dispõe em Pratânia, cedida por Roque Jonner - amigo pessoal do artista – presenciamos a entrega de uma viola, da marca Rozini, pelo cantor e produtor de TV, grande divulgador da música raiz, RAMIRO VIÓLA, que faz dupla com PARDINI, e reside em Botucatu. TINOCO recebeu o mimo com muita emoção; abriu o estojo onde estava o instrumento, acariciou-o e foi tirando várias canções de seu repertório, e, incontido, cantou com Ramiro Viola, ali mesmo na sua sala destinada a um fim de semana de repouso. Na oportunidade, também recebeu um exemplar do livro “MEMÓRIAS DE IPAUSSU”, de nossa autoria, juntamente com Vitório Maistro, e que após a leitura também ficará no Museu de Pratânia. Mas que repouso, que nada. Contou partes de sua vida, da trajetória pelos circos, do sucesso que, segundo ele “veio unicamente por Deus, pois viemos de uma família muito humilde. Jamais previ que um dia chegasse onde chegamos.” Tinoco também revelou, na oportunidade, que tem uma grande veia satírica, e gosta de ser espontâneo no palco, sem esconder seu desejo de representar como ator teatral humorístico. Como artista de cinema, participou, entre outros, dos filmes: “Lá no meu Sertão”, “A marca da Ferradura” e “Obrigado a Matar.” Em seus 85 anos bem vividos e conservados, é uma pessoa dinâmica e carismática, que prende pelo primeiro contato, pela forma espontânea com que recebe a todos, sem nenhuma cerimônia ou superioridade. Nessa mesma noite, no espaço da praça onde se situa o monumento de Tonico e Tinoco em São Manuel, Tinoco apresentou-se ao lado do filho TINOQUINHO, balançando o público ao ar livre, com suas canções imorredouras e sempre com participação do grande público presente. Descontraído, com domínio total sobre a platéia – mesmo ao ar livre -, o público ficou até a última música do show que Tinoco “foi fazer em casa” – já que São Manuel e Pratânia representam seu lar, mesmo tendo percorrido o Brasil inteiro e, por força da profissão, tendo se radicado em São Paulo. Estamos, neste 2005, nos 70 anos de Tonico e Tinoco, um registro digno do livro dos recordes e, que curiosamente, pode ser comparado ao vinho : “Tinoco, quanto mais velho, fica ainda melhor” – é o que diz a sua legião de amigos e admiradores de todos os recantos (mesmo os mais afastados) do país que lhes reconheceu como a eterna Dupla Coração do Brasil: TONICO E TINOCO.
- o autor é jornalista e escritor Esta matéria foi veiculada no Jornal Diário MS (Dourados, MS); O ESTADO (Rio Branco – Acre); Folha de Ourinhos; Jornal O COMETA, de Ipaussu; Portal da Amazônia (Amapá Busca).









![]() Tinoco é recebido no aeroporto por Maikel e Juliana. |
![]() Tinoco na residência do Maikel Monteiro. |
![]() Tinoco, autografando um violão no estúdio da Emissora. | ![]() Tinoco examina peça do enorme acervo do amigo e colecionador Maikel. |


Capa de Meu Dodge, minha vida.

anunciando a morte do Tonico, ocorrida no dia anterior. Publicada em 14 de agosto de 1994,domingo. |

Foto de uma das cartas que Tonico e Tinoco enviavam aos ouvintes das rádios que escreviam a eles, em agradecimento ao apoio e afeto que recebiam de todos os fãs.







A Revista Globo Rural, publicou em agosto de 1991, uma reportagem sobre Tonico e Tinoco, intitulada "Meio Século de Estrada" e posteriormente reeditou-a, depois da morte de Tonico, na revista nº 120-A, de outubro de 1995. Foi nosso amigo, Jackson Haroldo Schütz, de Florianópolis, que nos mandou o material que vocês poderão ver abaixo e que relata com texto e fotos, a longa caminhada que a mais querida dupla sertaneja do Brasil empreendeu, deixando-nos quase 600 modas que eternizaram sua belíssima carreira.









