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O que são Varizes?
Autor: Prof. Dr. Miguel Francischelli NetoMestre e Doutor
Professor do Curso de Pós-Graduação
Chefe do Serviço e Coordenador do Programa de Residência
Médica
Clínica Naturale Unidade I - Avenida Moema , 87 , cj 51-52, Moema , São Paulo F: 50511075 (11) Clínica Naturale Unidade II - Avenida Antonio Ometto 525 , Limeira , São Paulo F: 34538490 (19) clinic@naturale.med.br www.naturale.med.br copyright do autor 2002 -2006
Proibido reproduções sem autorização
Varizes
dos membros inferiores são veias doentes da superfície dos membros inferiores,
que se tornam progressivamente dilatadas, alongadas e tortuosas. Existe uma
tendência hereditária para as pessoas apresentarem varizes, provavelmente o pai
ou a mãe têm varizes, ou então, um dos avós ou mesmo um tio. Além da tendência
hereditária, alguns fatores podem desencadear o aparecimento ou a piora do
quadro de varizes. Um dos principais é a gravidez. Outro muito importante é o
uso de anticoncepcionais. Ficar muito tempo na posição em pé ou sentada também
provoca varizes. Portanto, pessoas que ficam em pé paradas, ou sentadas durante
muito tempo, usam anticoncepcional ou tem várias
gestações e que apresentam a tendência hereditária, têm uma forte possibilidade
de desenvolver o problema. A questão hereditária favorecendo as varizes atinge
homens e mulheres igualmente, mas existe uma proporção muito maior de mulheres
com varizes do que homens, por causa do efeito do hormônio feminino em agravar
o problema.
Varizes:
um problema conhecido desde a antiguidade
As
varizes de membros inferiores são estudadas e tratadas desde a antiguidade,
existem referências a tratamentos que remontam a mais de 2000 anos. No
santuário do Doutor Amynos, perto da acrópole de Atenas foi descoberta em uma
escavação, uma escultura, provavelmente realizada por um grego em
agradecimento, que representava uma perna com grossas e nítidas varizes
esculpidas. Esta preocupação da medicina com as varizes desde os primórdios da
história da civilização ocorreu porque as varizes são visíveis. Então para os
observadores praticantes da medicina antiga, que não tinham sofisticados
aparelhos para examinar o corpo humano por dentro, a relação de causa e efeito
dos sintomas com a presença das veias que são facilmente visíveis nos membros
logo se fez. Essa mesma característica de ser uma doença visível causa a
preocupação das mulheres do século XXI com as antiestéticas marcas de varizes.
As
varizes e as mudanças de costume da década de 60
A mudança
de costumes das últimas décadas, principalmente o uso da mini-saia nos anos 60,
levou a um grande desenvolvimento do cuidado com as varizes dos membros
inferiores, particularmente no Brasil. O nosso país é pioneiro e inovador em
todo o mundo nas técnicas de tratamento de varizes de membro inferior. O desenvolvimento da escleroterapia ("aplicação") e de
novos equipamentos de crioescleroterapia para as telangiectasias
("vasinhos"), o uso da agulha de crochê, o uso de microincisões para
as cirurgias de varizes e microvarizes, e mesmo a escolha das técnicas a serem
utilizadas em cada caso foi desenvolvido aqui, por médicos que tinham como
característica o senso de observação e a criatividade privilegiada que permitiu
com poucos recursos descobrir avanços hoje adotados no mundo inteiro. Podemos dizer, e claro, com certo orgulho, que na área de Flebologia (estudo
das veias) o lugar que tem a melhor tecnologia no mundo é, e reconhecidamente o
Brasil. Lembramos as características criativas do Cirurgião Vascular e
Angiologista brasileiros,
mas é claro que um outro fator deve ser lembrado. A preocupação da mulher
brasileira com o corpo. Não só por causa do clima que pede roupas leves, mas
também por causa da procura da beleza da mulher brasileira que é também única
no mundo.
Os tipos de Varizes
Existem
dois tipos de varizes : as chamadas primárias, que
aparecem influenciadas pela tendência hereditária e as chamadas secundárias que
aparecem por doenças adquiridas no decorrer da vida e são de tratamento mais
difícil. As varizes primárias são as responsáveis pelas antiestéticas linhas
vermelhas e azuis de diversos tamanhos na perna da mulher e também pelas
varizes de maior calibre e são as mais freqüentes.
As
varizes secundárias são chamadas erroneamente de "varizes internas".
"Varizes internas" não existem. Mas, existem sim problemas sérios de
doenças nas veias internas, que são as varizes secundárias, e estas varizes é que
são muitas vezes popularmente chamadas de “varizes internas”.
Podemos
também considerar as varizes, de uma maneira simplista, como leves ou graves. As “leves” são as
que, embora sejam uma doença, não causam um problema de saúde imediato causando
mais preocupações estéticas, e as “graves”, são as que causam sérios problemas,
como sangramentos, úlceras ( feridas), eczema,
infecções, vermelhidão, manchas, espessamento da pele, dor, flebite e mesmo a
embolia de pulmão, felizmente raro em varizes primárias, mas que põe em risco até
a vida do paciente.
Os Tipos de Varizes
segundo a Clínica Naturale
Existe
uma classificação científica das varizes, chamada de CEAP, que é utilizada no
mundo inteiro para as pesquisas científicas. Mas esta classificação é muito
complexa, e não é utilizada na prática do atendimento de pacientes. Em
pesquisas científicas, lideradas por médicos da Clínica Naturale, foi
desenvolvida uma nova Classificação Clínica, conhecida como Classificação
Estético Funcional, ou ”Classificação de Francischelli”, que divide os
pacientes portadores de varizes em 4 Tipos
ou Grupos. Cada um dos grupos tem características comuns que permitem escolher os melhores
tratamentos.
TIPO 1
– IVIPE: As
varizes que são mais um problema estético.
Chamamos
de Tipo 1 ou IVIPE-Insuficiência Venosa de Importância Predominantemente
Estética a presença de varizes pequenas que são as telangiectasias (vasinhos) e
veias reticulares ( microvarizes). As telangiectasias
(vasinhos) são as pequenas veias da pele, da espessura de um fio de cabelo,
avermelhadas ou um pouco maiores, azuladas, mas que estão na intimidade da
pele. Apresentam vários formatos, desde pequenos riscos, até grandes
arborizações. Podem estar presentes em todos os locais dos membros, atingindo, a coxa, a
perna, o glúteo e em alguns casos até a região das costas. As veias reticulares ( microvarizes), são maiores, e se apresentam como trajetos
longos, azulados, e estão sob a pele, mas a ela intimamente relacionadas. Estas
veias estão freqüentemente ligadas as telangiectasias, É muito freqüente a associação de
telangiectasias da face lateral da coxa, com estas veias reticulares que se
estendem para a região lateral do joelho e atinge até a perna. Apesar de ser um
problema de saúde, uma doença, estas pequenas veias não causam riscos
imediatos, sendo um problema que atinge mais a auto-estima do paciente.
Portanto, geralmente o paciente procura o médico pela questão estética, por
isso chamamos este tipo de IVIPE: "varizes de importância predominantemente
estética". A IVIPE - são então as varizes pequenas, da pele como as
telangiectasias (vasinhos) e sob a pele como as veias reticulares (microvarizes).
Embora não seja um problema de saúde no curto prazo, ainda é uma doença a longo
prazo, porque alguns raros problemas podem acontecer, como sangramentos.
Tipo 2-IVIFE: As varizes que são
tanto um problema de saúde (funcional) como um problema de aparência (estético).
Chamamos
de Tipo 2 ou IVIFE - Insuficiência Venosa Funcional e Estética a presença de
veias de médio e grande calibre. Já é uma doença que envolve alguns riscos e
problemas para o paciente, e por isso deve ser tratada, entretanto, pode estar
presente também a preocupação estética. Neste caso os
dois problemas devem ser considerados, a doença (funcional) e a estética. A
IVIFE - Insuficiência Venosa Funcional e Estética, acontece quando o paciente que apresenta a doença varizes, que necessita tratamento para
evitar complicações, também está preocupado com a aparência.
É
importante reconhecer estas duas condições: a doença (funcional) e a aparência ( a estética), porque durante o tratamento o médico deve
corrigir a doença, mas também utilizar técnicas estéticas para que atenda o
desejo de melhor aparência das pernas do paciente. De nada adiantaria um
espetacular tratamento médico, mas que deixa as marcas de cicatrizes enormes,
e também não é interessante, cuidar da estética e deixar de resolver a doença. Um
perfeito equilíbrio entre os dois fatores é desejável no tratamento. Este tipo
de varizes é muito freqüente, e são utilizadas em seu tratamento as técnicas
estéticas e funcionais, para que a doença seja corrigida e ao mesmo tempo um
resultado estético seja também obtido. Por esta característica dupla, este tipo
de condição necessita uma atenção própria por parte do médico, e assim é
classificada em um grupo a parte.
Tipo- 3 IVFA : As Varizes
que são um problema de saúde (funcional) sem que o paciente tenha preocupações
estéticas e que ainda não apresentaram complicações
Chamamos
de Tipo 3 ou IVFA - Insuficiência Venosa Funcional Assintomática, todas as
situações onde se apresentem varizes, sem que a questão estética esteja
envolvida. Neste caso a doença (funcional) está presente, sem que o paciente
esteja preocupado com a aparência (estética). Em alguns casos as varizes podem
atingir grandes dimensões antes de apresentar complicações. O tratamento, neste
caso é voltado mais para as questões funcionais da doença venosa, embora os
cuidados com manchas e cicatrizes sempre sejam tomados pelos médicos mais
cuidadosos.
Tipo –
4 IVFS: As varizes que são um problema de saúde (funcional) e que já apresentam
complicações.
Chamamos
de Tipo 4 ou IVFS - Insuficiência Venosa Funcional Sintomática, todas as
situações onde se apresentem varizes, sem que a questão estética esteja
envolvida, e já aconteceram complicações. As complicações mais freqüentes são
as Tromboflebites, as Úlceras de perna, as Hiperpigmentações, o Eczema Venoso,
as Hemorragias, a Fibrose, a Dermatite Ocre, as Infecções e o quadro de Dor, e
a temível, Embolia de Pulmão. Neste caso a doença (funcional) está presente,
sem que o paciente esteja preocupado com a aparência (estética) . Geralmente são pacientes onde o problema está presente
há longo tempo, sem tratamento, e que já apresentam complicações. Neste caso, o
médico deve se concentrar mais na questão da doença, que é muito grave podendo
causar sérias restrições para o paciente.
Os
diversos tipos seguem um grau de evolução, não significando que um grau
necessariamente passará ao outro. As varizes sempre pioram, mas cada paciente
terá sua história, e não significa, embora seja possível, que o tipo 1 vá virar
tipo 4. A doença é crônica e sempre deve ser acompanhada por seu cirurgião
vascular de
confiança que saberá escolher as melhores alternativas de tratamento,
Porque as Varizes aparecem.
O
defeito nas veias das pessoas que têm varizes está nas válvulas e nas paredes
das veias. Existem dois tipos de veias nos membros
inferiores, as veias superficiais que ficam sob a pele, na camada de gordura e
que podem ser visíveis e existem as veias profundas que ficam no meio da musculatura
da perna e não são visíveis, e existem ainda as veias comunicantes, que ligam
as veias superficiais e profundas. As válvulas orientam o sangue nas
veias dos membros, sempre da veia superficial para a profunda, através da veia
comunicante, e impedem que o sangue faça o caminho errado, descendo pelas
veias, quando a pessoa está de pé ou sentada.
As
artérias levam o sangue do coração para todo o corpo. O sangue então, depois de
oxigenar e alimentar as células, retorna para o
coração através das veias. Quando a pessoa está em pé ou sentada, o sangue vai
para o pé com facilidade, porque o coração impulsiona e, além disso, para baixo
é mais fácil. Mas, como o sangue retorna, se na perna
não há coração? - Quando se está em pé parado ou sentado, existe mesmo uma certa dificuldade para o sangue voltar para o coração.
Nas pessoas em que as veias têm válvulas e paredes normais o sangue aguarda a
oportunidade de voltar, sem causar nenhuma alteração. Nas pessoas em que as
válvulas estão doentes acontece, então, uma inversão no caminho do sangue, que
passa a ir de cima para baixo e da veia profunda para a superficial. Este fato
provoca um aumento do volume sanguíneo dentro da veia superficial, ocorrendo o
processo de dilatação e aparecimento das varizes.O
sangue volta para o coração através do coração periférico, que na verdade,
existe. É a musculatura da panturrilha ("batata da perna"). Mas este
coração só funciona quando nos movimentamos, contraindo e relaxando o músculo
da perna. Quando os músculos se contraem, impulsionam o sangue para cima
realizando a circulação.
O Papel
das Veias Safenas
Nós
possuímos 4 veias Safenas, 2 em cada membro, a Safena Magna e a Safena Parva. A
Safena Magna é uma veia que vai desde a parte interna do tornozelo até a virilha, correndo pela
parte de dentro da perna e coxa. A Safena Parva vai desde a parte lateral do tornozelo,
até o joelho, correndo pela parte posterior da perna. Esta veia ficou famosa
pela chamada operação de “ponte de safena”, que é uma cirurgia do coração, que
nada tem a ver com as varizes. As veias safenas são pouco importantes para a
circulação normal da
perna, e por isso podem ser retiradas sem problemas. Mas como são veias superficiais,
de fácil acesso, extensas, e de bom calibre, com paredes espessas, são retiradas
para substituir outros vasos ocluídos, como as coronárias, artérias principais
do coração. As safenas são então uma espécie de “estepe” de
vasos do corpo.
Entretanto,
as veias safenas têm ligação com todas as veias da superfície da perna, e
freqüentemente estão envolvidas na doença varizes. Quando isto ocorre, elas
ficam muito dilatadas, e necessitam ser retiradas. O médico tem sempre o
cuidado de não retirar todas as quatro, retira apenas as mais doentes, deixando
algumas, que estão perfeitas, ou pouco doentes, para a eventualidade de ser
necessário em cirurgias cardíacas, ou mesmo para substituir um outro vaso
importante do corpo que esteja alterado, ou que sofreu um corte como em um acidente,
por exemplo.
Todas
as veias dos membros estão interligadas. É como se fosse uma árvore, onde as
safenas são as raízes, os seus ramos
são os troncos, as microvarizes, são
os galhos, e os vasinhos são as folhas.
No
tratamento é importante identificar onde está o problema, e tratar todas as
áreas que estão envolvidas, para se obter um resultado prolongado. Se forem só os vasinhos, as “folhas” que estão acometidos, então só eles serão
tratados. Se as microvarizes, “os galhos”, também estão, então devem ser também
tratados, do contrário nascerão novas folhas. Se as “raízes”,
as safenas estão doentes, ou estão seus ramos os “troncos”, então todos
devem ser tratados.
Por
este motivo, um exame clínico detalhado deve ser feito pelo médico especialista
na consulta inicial, que vai determinar os caminhos que o sangue segue, e
conhecendo o tipo das varizes, vai propor o tratamento melhor. Se necessário o
médico vai solicitar ultra-som, pletismografia ou mesmo radiografias ou
angioressonância para bem avaliar as alterações e programar o tratamento. Mas
os médicos mais experientes, com o simples exame clínico, já diagnosticam e
sabem exatamente o que fazer para melhorar, tanto os problemas estéticos, como
a doença.
Ficar
em pé e sentado são as posições que mais favorecem o aparecimento de varizes.
As
posições que favorecem o aparecimento de varizes são ficar em
pé parado ou sentado. Como já vimos, nestas
posições existe dificuldade para a circulação de retorno e é justamente quando
as varizes aparecem. Estando em movimento fazemos funcionar o
coração periférico, que impulsiona o sangue para cima evitando o aparecimento
de varizes e quando estamos deitados o coração fica no mesmo nível da perna, o
que facilita o retorno do sangue, se estivermos com os pés elevados, o coração
fica para baixo e os pés para cima e o retorno sanguíneo então é muito
favorecido.
Porque
aparecem veias de vários tamanhos desde os vasinhos da pele até as grossas
veias
Quando
as veias maiores da superfície se dilatam, temos o aparecimento das grandes
varizes, chamadas de grosso calibre. Quando são ramos destas veias que se
dilatam, ou na fase inicial da doença, temos as chamadas microvarizes, que são
trajetos azulados vistos sob a pele. Quando são as veias da própria pele que se
dilatam, temos os vasinhos, cujo nome técnico é telangiectasia. Telangiectasia
significa: tele é longe, angio é vaso e ectasia é dilatação, portanto,
dilatação do vaso distante.
As
veias safenas são as veias superficiais principais, e estão envolvidas no
processo de aparecimento de varizes. Como já vimos existem duas em cada perna,
a safena magna e a safena parva.
Existe
comunicação entre as varizes, microvarizes e "vasinhos", tudo ocorre
como se fosse uma rede, que transmite a pressão do volume de sangue. Quem
dilata primeiro é que recebe maior volume de sangue no sentido errado (de cima
para baixo e de dentro para fora, o inverso do normal, de baixo para cima e de
fora para dentro), ou onde o sangue fica mais represado. A veia da pele gera o
"vasinho". Quando se dilatam as microveias, aparecem as microvarizes e quando se dilatam as veias superficiais maiores levam
ao aparecimento das varizes. Se o refluxo (caminho inverso do sangue) ou o
acúmulo de sangue atinge só uma parte das veias, só estas se dilatarão, se atinge todas, todas dilatarão.
Se o
refluxo ocorre só na pele, teremos os vasinhos, então para tratar, basta cuidar
destes pequenos vasos. Mas se uma veia provoca refluxo para a pele, esta cria
os vasinhos para acomodar o sangue. O
tratamento então é retirar os vasinhos, mas também a veia que provoca o refluxo
ou acúmulo. Este quadro é chamado de “telangiectasias combinadas”, que são os
vasinhos ligados a uma veia, e os dois com alterações. Este processo é muito
amplo nos membros, podendo haver acúmulo e refluxo atingindo vários tipos de vasos,
ao mesmo tempo ou isoladamente. Assim uma safena pode provocar refluxo para as
veias da pele, ou refluxo para as colaterais, e dependendo do que dilatar teremos os diversos
tipos de varizes.
É muito
importante um exame inicial cuidadoso do médico, antes de qualquer tratamento,
porque ele vai identificar pelo exame clínico ou com aparelhos de ultra-som
estes caminhos que acontecem na árvore venosa, identificar se há problemas nas
safenas (raízes), nas colaterais (troncos), nas reticulares ou microvarizes(galhos) e nas telangiectasias ou vasinhos (
folhas). Uma vez identificado, vai propor as melhores opções de tratamento,
considerando a doença e a estética.
As
varizes têm vários graus de comprometimento da saúde, mas existem também questões estéticas envolvidas.
As
varizes do TIPO 1 são varizes leves que não expõem os seus portadores a
risco de complicações imediatas, embora possam provocar manchas e sangramentos
no futuro e são as de interesse maior estético.
As do
tipo 2, estéticas e funcionais e 3, funcionais, podem ser leves ou graves dependendo
do grau de acometimento. Mas mesmo que estejam entre as leves, a doença já está presente,
prenunciando problemas para o futuro, e assim devem ser tratadas, sempre que
possível.
As do
tipo 4 são as varizes graves são as que podem provocar sérias complicações,
como, tromboflebite, embolias, edemas, eczema, úlceras (feridas) e hemorragia. São um sério problema, que, às vezes não se manifesta por
muitos anos. O aparecimento das complicações levam o
paciente a incapacidades e até mesmo, quando ocorrem tromboflebites e embolias,
ao risco de vida. Entretanto, mesmo estas varizes de maior gravidade podem ser
tratadas com técnicas
modernas que realizam a sua correção com mínimas cicatrizes e marcas.
As varizes leves podem ser tratadas de acordo com o desejo do
próprio paciente e com a orientação do médico. Já as varizes graves devem ser
tratadas sempre que possível. O tratamento das varizes leves quando realizado, apesar de não ser
imediatamente necessário do ponto de vista de saúde, não é inútil, porque estas
varizes que agora configuram um problema que atinge mais a auto-estima do paciente,
serão doença no futuro, e além do que embora raramente, podem apresentar
complicações. Então o tratamento estético de varizes, é, além de um cuidado com
a aparência, um tratamento de uma doença. Tratar as varizes estéticas é
"unir o útil ao agradável". Agradável é melhorar a aparência e a auto estima, útil é controlar uma doença que pode causar
complicações no futuro.
As Complicações das Varizes
Chamamos
de Tipo 4 ou IVFS - Insuficiência Venosa Funcional Sintomática, todas as situações
onde já aconteceram complicações. As complicações mais freqüentes são as
Tromboflebites, as Úlceras de perna, as Hiperpigmentações, o Eczema Venoso, as
Hemorragias, a Fibrose, a Dermatite Ocre, as Infecções e o quadro de Dor, e a
temível, Embolia de Pulmão. Geralmente são pacientes onde o problema está
presente há longo tempo.
Os
diversos tipos seguem um grau de evolução, não significando que um grau
necessariamente passará ao outro. As varizes sempre pioram, mas cada paciente
terá sua história, e não significa, embora seja possível, que o tipo 1 vá virar
tipo 4.
Tromboflebites
O
sangue deve fluir por dentro dos vasos, sem interrupções. Entretanto, quando ocorre
uma hemorragia, como num acidente, ou provocada por alguma doença , ou mesmo sangramentos controlados
como os de qualquer cirurgia, o corpo lança mão de várias proteções que tentam controlar
esta situação que coloca a vida em
risco. A mais importante é o sistema de coagulação. A coagulação então é uma
coisa boa, quando ocorre para proteção. Mas em determinadas situações este
sistema de coagulação pode ser desencadeado erroneamente e causar sérios
problemas.
Quando
uma veia tem suas paredes doentes, como nas varizes, ou se o sistema que faz o
sangue circular, a bomba venosa da panturrilha, está com pouca ação, como no
repouso forçado por doenças ou viagens prolongadas, podem ocorrer as Tromboses Venosas.
A
Trombose Venosa pode ser superficial ou profunda. A superficial ocorre nos
vasos da superfície do membro e a profunda nos vasos internos da perna
Tromboflebite
Superficial
A
trombose venosa pode ter várias causas, e entre elas , as Varizes. Quando ocorre uma coagulação de sangue dentro das veias
superficiais, ela é chamada Tromboflebite Superficial ou Varicoflebite.
Quando
as veias dos membros estão dilatadas, como nas varizes, todo o processo de
fluxo do sangue
está comprometido . Podemos dizer de uma maneira simples, que quando o sangue
não tem um bom fluxo pela veia, ele tem uma tendência a coagular, formando um
coágulo, o trombo , dentro da veia. A tromboflebite Superficial é uma das
complicações das varizes, ocorre a coagulação dentro do vaso, que interrompe a
circulação como se fosse uma rolha.
O
paciente apresenta dor, vermelhidão e inchaço no trajeto das varizes. A Trombose Venosa Superficial, costuma ter um tratamento efetivo, mas o grande problema,
é que embora raramente, o coágulo pode progredir através das veias superficiais
para as veias profundas, ou pode, a partir das veias profundas, ou através de grandes veias superficiais , liberar pequenos pedaços de sangue coagulado,
os êmbolos.
Os
êmbolos podem , através da circulação atingir o pulmão, e aí param, impedindo que a
circulação ocorra e colocando a vida em risco. A progressão do Trombo para o
pulmão é a chamada Embolia de Pulmão.
Trombose Venosa Profunda
A Trombose Venosa Profunda , ou TVP, uma temível ocorrência, porque coloca em risco a vida do paciente. Pode
ter várias causas, e uma delas é a presença de Varizes de Membros. É uma doença grave que
se caracteriza pela formação de coágulos no interior das veias profundas da
perna. Uma de suas principais conseqüências a curto prazo , a Embolia
de Pulmão, pode levar à morte, prolongar ou complicar uma internação ou
cirurgia e mesmo tornar o indivíduo inabilitado para a realização de
determinadas atividades sociais e de trabalho, quando deixa o que chamamos de
seqüelas.
Embolia de Pulmão
A chamada Embolia Pulmonar ocorre quando um pedaço do coágulo que se
formou no interior das veias profundas da perna se solta e atinge os vasos
sangüíneos dos pulmões. Dependendo do tamanho do coágulo que se desprendeu e da
área atingida, a pessoa pode não sobreviver. No caso de varizes, embora possa
ocorrer a
Embolia Pulmonar é , felizmente, uma
rara ocorrência. .
Dermatite Ocre
A
dificuldade que o sangue tem para retornar para o coração nos casos de varizes, acaba gerando o que chamamos de estase sanguínea. A Estase
Sanguínea provoca uma série de alterações nos membros inferiores,
principalmente na parte mais distal. Ocorre migração para a pele de elementos
do sangue, e que acabam se fixando em locais onde não deveriam estar. A
presença de ferro, derivado da hemoglobina do sangue, acaba por dar um aspecto
escuro, enferrujado na pele da perna ou tornozelo, chamada “Dermatite Ocre” .
Eczema
A
Estase Sanguínea, provoca também a inflamação da pele,
com o aparecimento de um eczema venoso. A pele fica pruriginosa ( coceira), descama e inflama. É um desagradável problema,
provocado pelas varizes, que incomoda muito a seus portadores
Ùlcera Varicosa
É uma
complicação das varizes, difícil de controlar, e que incomoda muito seus portadores. A Úlcera Venosa,
acaba aparecendo depois de longa evolução do problema de varizes. É uma
ferida, que pode ter uma grande extensão, até atingir grande parte da perna do
indivíduo.
Varicorragia
É um
sangramento, importante, que acaba ocorrendo quando a veia varicosa aumenta
tanto de tamanho, que acaba erodindo a pele, que a recobre e perfura ,
provocando um sangramento profuso.
Edema
É um
sinal de estase venosa, os membros do indivíduo ficam inchados, principalmente
no final do dia .
Dor
Usualmente os
pacientes com varizes queixam-se de dor nos membros inferiores associada à
sensação de peso e cansaço nas pernas, que piora com o calor, com longos
períodos de pé ou assentados com as pernas pendentes e com o passar do dia,
sendo, portanto, nos pacientes com atividades diurnas, mais intensas no horário
da tarde. Nas mulheres esses incômodos tendem a piorar no período pré-menstrual
e gestacional. Associadas a estes sintomas são também freqüentes queixas de
prurido (coceira), formigamentos, calor, cãibras, além de edema (inchaço) no
final do dia nos tornozelos e pernas, sendo este proporcional à quantidade de
varizes.
Ordem de aparecimento
das complicações
Na maior parte dos
pacientes, as varizes podem estar presentes por longos anos, sem que , felizmente, as complicações apareçam, mas o tratamento
não deve ser postergado, porque as complicações podem levar muitos anos para
aparecer, e finalmente surgirem em uma idade mais avançada, onde o tratamento
efetivo não pode mais ser estabelecido.
No início da
evolução das Varizes de membros inferiores, observa-se a sensação de peso ou
cansaço no final do dia. As varizes visíveis, de vários tamanhos vão aparecendo
lentamente. O edema começa a aparecer no final do dia, e depois a pigmentação
(dermatite ocre) e o eczema se manifestam. Na faze mais avançada da doença,
podem ocorrer as tromboflebites e a presença de úlceras e varicorragias.
Prevenção
Devemos
lembrar que as varizes são um problema crônico,
dependente de tendência hereditária, e esta tendência acompanhará o paciente
por toda a vida. Não podemos falar em cura para varizes, mas sim em controle.
Utilizando a abordagem do Tratamento Continuado para Varizes, podemos prometer
que as varizes primárias não serão um problema nem estético nem de saúde para o
paciente. Existem algumas medidas preventivas que podem ser utilizadas para
minorar a tendência a ter varizes. Descreveremos a seguir estas medidas e
procurando explicar como agem.
Meias elásticas: são o principal meio preventivo. Elas
agem desviando, através das veias comunicantes, o sangue das veias
superficiais, onde as varizes se formam, para as veias profundas, onde não
existem varizes. As pessoas com tendência hereditária importante e as que por
motivos profissionais ficam muito tempo em pé ou sentadas devem usar este tipo
de meia. Estas meias medicinais, de indicação
aparentemente simples, devem, no entanto, ser receitadas por um especialista. O
seu uso deve ser relacionado à doença apresentada por cada pessoa e encontramos
muitos erros no uso de meias medicinais sem orientação
médica.
Evitar
o Sol e o Calor: O sol, sauna, banhos muito quentes e demorados provocam o
aquecimento da pele e a passagem de uma maior quantidade de sangue pelos vasos
da pele. Se uma maior quantidade de sangue passa pelos vasos superficiais eles
se acomodam a essa situação e se dilatam sendo um fator que favorece o
aparecimento de vasinhos nas pessoas que são predispostas.
Evitar
sauna, evitar banhos muito quentes e demorados, evitar exposição ao sol da
praia são medidas úteis. Quando estiver exposto ao calor da praia ou da piscina
deve-se ter o cuidado de entrar na água a cada 15 ou 20 minutos para evitar que
a perna fique muito quente. Deve-se evitar banho de sol e nunca passar das 10
horas da manhã, horário em que os raios térmicos prejudiciais passam a ser mais
freqüentes.
Evitar
o excesso de peso: O excesso de peso sobrecarrega a circulação e provoca o
aparecimento de varizes. Ter bons hábitos alimentares é saudável para todo o
corpo. O excesso de peso também provoca celulite que está associada as microvarizes e telangiectasias (vasinhos).
Fazer
exercícios: Os exercícios melhoram a força muscular da perna e, portanto
melhoram a circulação de retorno. Os melhores são andar, correr e nadar.
Evitar
o uso de anticoncepcionais hormonais: Os hormônios femininos (pílulas,
tratamento de menopausa, reposição hormonal) retêm líquidos e aumentam a
pressão dentro das veias, também amolecem as paredes dos vasos e são uns dos
principais fatores desencadeantes de varizes.
Evitar
ficar sentado ou em pé por muito tempo: Como já visto, As varizes surgem quando
se está em pé ou sentado e não aparecem quando se está deitado ou em movimento.
Quando por motivos profissionais ou sociais for necessário ficar muito tempo
parado, sentado ou em pé (no trabalho, em festas, em viagens longas), devemos
movimentar os pés, como se estivéssemos acelerando um carro. Este movimento do
tornozelo, chamado de dorso-flexão, faz a musculatura da panturrilha se
contrair ritmicamente, colocando em ação o "coração periférico", o
que faz a circulação funcionar e evita varizes.
Salto
alto: havia um mito de que o salto alto fosse prejudicial, mas recentes
pesquisas realizadas na Universidade Estadual de Campinas mostraram que o salto
alto não só não é prejudicial, como pode ser benéfico.
Varizes
de membros inferiores é um problema muito freqüente, que atinge a maioria das
mulheres e a muitos homens também. Talvez seja uma das doenças, que embora
freqüente, seja das mais desconhecidas pelas pessoas. É grande o número de
desinformações e “preconceitos” que existem em relação a esse problema. Desde
confusão em relação à cirurgia cardíaca, onde a “ponte de safena” é confundida
com a Safenectomia, que é um tipo de cirurgia de varizes, até a noção errada de
que não compensa tratar as varizes, porque “varizes voltam”.
Perguntas e respostas sobre Varizes
Existem
varizes internas?
Não
existem. As veias internas ou profundas são protegidas pela musculatura que
impede que haja dilatação. O que existe são outras doenças graves que atingem
as veias internas, mas não as varizes. Já as veias superficiais estão no meio
do tecido gorduroso, que não protege e, portanto é onde ocorrem as varizes.
As
varizes, as microvarizes e as telangiectasias podem existir juntas?
Podem,
porque são manifestações da mesma doença. Em resumo: - É a pressão aumentada
dentro das veias, provocada por alterações nas válvulas, que ocasionam um fluxo
de sangue alterado, levando, então, à dilatação das veias superficiais. Isto
ocorre por uma tendência hereditária, e é piorado por diversos fatores. As
veias estão presentes nas pernas desde o nascimento, mas não chamam atenção.
Quando ocorre a dilatação, por causa da doença, passam a ser visíveis e
antiestéticas.
Varizes
voltam?
Varizes
não voltam, aparecem outras que devem ser tratadas. Uma pessoa que têm a
vesícula ou o apêndice operado nunca mais terá problemas nestes locais porque
só existe um apêndice e uma vesícula. Já as veias, sempre vão existir, não é
possível retirar todas. Uma veia que estava normal no momento de um tratamento,
mais tarde poderá estar doente, porque a tendência hereditária existirá durante
toda a vida. Este fato não invalida os tratamentos, porque se as varizes não
forem cuidadas poderão levar a sérias complicações no
futuro. Por este motivo é que se propõe o Tratamento Continuado de Varizes, que
controla o problema estético e a doença conforme se manifestem.
As
veias superficiais podem ser retiradas sem causar problemas?
Podem.
As veias que realmente importam são as veias profundas, elas é que fazem o
papel da circulação venosa. As veias superficiais podem ser tratadas sem que
elas venham a fazer qualquer falta para o organismo.
Existe "cura"
para as varizes dos membros inferiores?
As
varizes dos membros inferiores é uma doença crônica dependente de uma tendência
hereditária e de fatores agravantes. Sendo ligada à hereditariedade, não
podemos falar em "curar" as varizes, porque a tendência estará sempre
presente e novas varizes poderão aparecer durante toda a vida do indivíduo. No
entanto esta doença é controlável e as pessoas podem passar toda a sua
existência sem que as varizes sejam um problema de saúde ou
estético. Podemos dizer que: Têm varizes quem quer. A medicina tem
técnicas modernas e simples que controlam o problema com ótimos resultados
funcionais
Vasos do rosto
Os Tratamentos
Podemos
chamar simplificadamente os tratamentos de preventivos e curativos. O
tratamento preventivo é o que diminui o aparecimento de novas varizes e o curativo o que
elimina as varizes que já existem.
O Programa de tratamento continuado de varizes inclui a
escleroterapia, a crioescleroterapia, o LASER e a luz pulsada, a microcirurgia
com anestesia local, a microcirurgia com anestesia peridural, a cirurgia de
varizes convencional, a cirurgia de varizes com LASER endovascular que serão
utilizados para cada tipo de problema e de acordo com as aspirações do paciente
e são os recursos mais modernos disponíveis para o tratamento de todos os tipos
de varizes dos membros inferiores. A Clínica Naturale tem especialistas que
dominam todas as técnicas de tratamento de varizes e saberão indicar as
melhores opções. Na tabela vemos cada tipo de varizes e seus tratamentos. Detalharemos
a seguir informações básicas sobre cada tipo de tratamento.
Escleroterapia
A escleroterapia, conhecida por muitos como "aplicação”, é um tratamento destinado à eliminação das telangiectasias(vasinhos). Um líquido muito concentrado, chamado esclerosante, é injetado através de microagulhas, que são extremamente finas, dentro do vasinho. Este líquido provoca uma alteração na célula do vaso fazendo com que ele desapareça. Quando o líquido continua na circulação e atinge os vasos maiores é diluído pelo sangue e perde a concentração e, portanto, o efeito. Este tratamento é indicado apenas para os vasinhos, porque se o líquido for aplicado em vasos maiores podem provocar manchas e sérias complicações. Existem muitas substâncias que podem ser usadas e uma das mais empregadas é a glicose, por causa da grande tolerabilidade do paciente e por não causar alergia. Para evitar complicaç& | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||